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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Gravação de DVDs com menus, programa do Windows






Neste tutorial, vamos mostrar como é simples criar um DVD com as fotos e vídeos que você tem no computador, utilizando uma ferramenta própria e gratuita dos Windows Vista e 7.
O Criador de DVD do Windows prepara discos para serem rodados no computador ou em um televisor. O disco pode ter um menu de requintes profissionais, que permite a escolha de uma cena específica — nesse caso, uma cena representa um arquivo de foto ou vídeo. Vale ressaltar que, quando você cria um DVD com fotos, elas são exibidas como apresentações de slides.
Se você procura um criador de DVDs simples e gratuito, esta pode ser uma boa alternativa a softwares mais completos, porém pagos. Portanto, não deixe de conferir este tutorial.

Pré-requisitos


  • Windows Vista ou 7.

Faça você mesmo


Abra o Menu Iniciar, clique em “Todos os Programas” e localize o atalho “Criador de DVD do Windows”.
Atalho para o Criador de DVD no Menu Iniciar.
Outra maneira de executar o programa é inserir o disco e, na Caixa de diálogo de reprodução automática, selecionar a opção “Gravar vídeo em DVD usando o Criador de DVD do Windows”.
A primeira tela é uma simples apresentação do aplicativo, e você pode marcar a caixa “Não mostrar esta página novamente” para que ela não apareça nas próximas execuções do Criador de DVD. Em seguida, para começar a utilizar o software, clique em “Escolher Fotos e Vídeos”.
Dicas do Windows 7: Como criar DVDs com menus usando o Criador de DVD [vídeo]
Se você tem mais de um gravador disponível, selecione o correto no canto superior direito, em “Gravador de DVD”.
Escolha o gravador a ser utilizado.

Adicione os arquivos de vídeo ou foto que você pretende utilizar. Clique em “Adicionar itens” para explorar o computador e localizar os arquivos. Selecione-os e clique em “Adicionar”. Use as teclas Ctrl ou Shift para selecionar mais de um arquivo de uma só vez.
O Criador de DVD lista os arquivos selecionados e é possível alterar a ordem de exibição deles com as setas “Mover para Cima” e “Mover para Baixo”. Também é possível reordenar com o mouse, clicando e arrastando o item para cima ou para baixo.

Dicas do Windows 7: Como criar DVDs com menus usando o Criador de DVD [vídeo]
Repare que o Criador de DVD reúne todas as imagens em uma pasta nomeada “Apresentação de slides”. Dê um duplo clique para acessar essa pasta e reordenar as imagens para a apresentação. Clique no botão “Voltar aos vídeos” para retornar aos títulos principais do DVD.

Opções


Clique em “Opções”, no canto inferior direito, para fazer ajustes um pouco mais detalhados de vídeo. Aqui você define se o disco deve sempre iniciar com o menu, se deve primeiro reproduzir o vídeo e finalizar com menu ou então reproduzir o vídeo em loop.
Também é possível definir a taxa de proporção do DVD em 4:3 ou 16:9 (mais indicada para televisores novos) e o formato de vídeo em NTSC ou PAL. Mais abaixo, escolha a velocidade do gravador entre “Mais Rápida”, “Média” ou “Lenta” e o local onde o programa deve armazenar arquivos temporários.
Opções do Criador de DVD.
Nas opções, também é possível configurar a compatibilidade com filtros de vídeo. Na aba “Compatibilidade”, desabilite os filtros que estão causando problemas no Windows. Se você tem problemas com um desses filtros, desmarque a caixa de seleção correspondente. Isso não afetará o arquivo original.
Concluídas as configurações, dê o nome para o seu disco no campo “Título do DVD", que por padrão tem a data de criação do disco. Se quiser, você pode salvar o projeto no menu Arquivo > Salvar, para abri-lo posteriormente. Isso não é obrigatório, serve apenas para gravar novamente ou recuperar as configurações do disco em caso de acidente. Nesse menu também estão as funções para criar um projeto novo e abrir um já existente.

Criação do Menu


Com os arquivos selecionados e as opções definidas, clique em “Próximo” para criar o menu de apresentação do seu disco. À direita, estão várias opções de estilo, com uma imagem de fundo temática e posicionamento do título variado. Dê um clique sobre um estilo para observar o resultado à esquerda.

Dicas do Windows 7: Como criar DVDs com menus usando o Criador de DVD [vídeo]

Você pode personalizar o estilo e o texto do menu. Para isso, use os botões “Texto de menu” e “Personalizar menu”. Com eles, é possível escrever o texto dos botões, o tipo de fonte, cores, o vídeo que aparece em primeiro plano, entre outras possibilidades.
A exibição das imagens também pode ser personalizada. Clique em “Apresentação de slides” e você pode adicionar uma música como trilha sonora. O Criador de DVD compara a duração da música com a duração da apresentação, assim você pode configurar o tempo de exibição de cada foto para ajustar com a música, só como exemplo.
Na mesma tela, você escolhe o tipo de transição entre as imagens. São efeitos diversos, como “Fading”, “Ondulação” e “Apagar”, entre outros. Feitas as modificações desejadas, clique em “Alterar Apresentações de Slides”.

Dicas do Windows 7: Como criar DVDs com menus usando o Criador de DVD [vídeo]

Com menus e apresentações de slides configurados, o seu disco está pronto para ser gravado, mas, antes, você pode conferir uma prévia do conteúdo. O Criador de DVD tem um tocador próprio que exibe o menu e a sequência de vídeos e da apresentação de slides. Clique em “Ok” para sair da pré-visualização e voltar à tela para gravar o disco.
Então, clique em “Gravar” para gravar o disco. Uma pequena janela exibe o progresso da gravação, cuja demora depende do tamanho do conteúdo. Ao término, você tem a opção de fazer uma cópia do disco.

Progresso da gravação.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Instalação de ABAS no Ofiice


Google Chrome



Iniciação à Informática


Apostila de Introdução a Informática
Autor: Kalid Antunes Adaptada por: Geovália Oliveira Coelho
Introdução à Informática Pág.: 1
CAPÍTULO 1 – NOÇÕES BÁSICAS
1. O que é um computador?
O computador é um equipamento eletrônico que processa informações na forma de dados, podendo ser programado para a realização de diversas outras tarefas. Foi construído para desempenhar cálculos e operações lógicas com facilidade e rapidez.
Muito utilizado em empresas, bancos, indústrias e escolas. Atualmente faz parte da rotina doméstica das pessoas, sendo utilizado dentre outras atividades para digitação de textos, visualização de imagens, acesso à internet, armazenamento de informações, processamento de dados, comunicação por voz, escrita, símbolos, imagens e entretenimentos.
Um computador geralmente é constituído pelos seguintes componentes:
OBS: Além dos componentes essenciais do computador, existem outroscomponentes opcionais que possuem grande importância na utilização do computador. Exemplos: estabilizador e no-break.
Estabilizador e No-break (Componentes opcionais):
A função básica e primordial do estabilizador é de absorver, em sua entrada, o máximo de variação da tensão da rede elétrica (oscilações) e fornecer, na sua saída, a mínima variação da tensão no ponto desejado com um mínimo de tempo possível, sem alterar as características fundamentais da energia elétrica da rede ou, se possível, até melhorá-las.
O no-break é um dispositivo que oferece uma proteção extra ao seu equipamento. No caso da falta de energia elétrica, o no-break continua alimentando o seu micro durante o tempo necessário para que se finalize suas tarefas. Essa alimentação é provida por uma bateria, que fica sendo carregada enquanto a rede elétrica está funcionando corretamente. Essa bateria possui uma autonomia, que em geral não é muito grande (nos no-breaks mais comuns, essa autonomia varia entre 10 e 15 minutos).
Introdução à Informática Pág.: 2
Modelo de Estabilizador Modelo de No-break
2. O que é informática?
Informática pode ser considerada como “informação automática”, ou seja, utilização de métodos e técnicas no tratamento automático da informação. Para tal, é preciso uma ferramenta adequada: o computador.
A informática está intimamente ligada ao ser humano, seja em casa, no trabalho ou no lazer. A evolução tecnológica vivida por nossa sociedade tem evidenciado o valor da informação. Desde o despertar até a mais simples transação bancária que realizamos durante o dia, um telefonema, estamos nos servindo da informática. Muitas vezes lidamos com a tecnologia do computador sem nos darmos conta: ao usar o microondas, ao ligar o videocassete, tudo isso sem sair de casa.
Ao circularmos no trânsito de grandes cidades nos deparamos com semáforos, sistemas de segurança de empresas que visitamos, lá está a informática de novo, assim como nos controles de aviões e metrôs, na produção de energia elétrica, na industrialização de roupas e alimentos, etc. No mundo moderno, portanto, é inevitável o contato com o computador. Por isso, todas as pessoas precisam aprender a lidar com a informática mais cedo ou mais tarde. E você, que está iniciando agora, precisa conhecer a história do computador e entender corretamente seu funcionamento para poder aproveitar toda a capacidade desta área que é imensamente vasta e repleta de novidades.
3. História e evolução do computador
O computador é uma máquina que processa dados, orientado por um conjunto de instruções e destinado a produzir resultados completos, com um mínimo de intervenção humana. Entre vários benefícios, pode-se citar: a grande velocidade no processamento e disponibilização de informações; a precisão no fornecimento das informações; a execução de tarefas repetitivas; propiciando a redução de custos em várias atividades.
Os modernos chips dos computadores devem sua existência ao trabalho de inventores geniais, durante três séculos.
Charles Babbage, considerado o pai do computador atual, construiu em 1830 o primeiro computador do mundo, cem anos antes de se tornar realidade. O projeto de Babbage apresentava desvantagens; uma delas era o fato de que o seu computador deveria ser mecânico, e a outra era a precariedade da engenharia da época. Apesar dos problemas, Charles Babbage construiu um aparelho que impressionou o governo inglês. Entretanto, a história da computação começou muito antes.
A história da computação pelo que se sabe começa no ano de 2000 a.C. (antes de Cristo). O primeiro “modelo” de computador é o ábaco, capaz de efetuar operações algébricas elementares.
Introdução à Informática Pág.: 3
Modelo de ábaco
Blaise Pascal, matemático, físico e filósofo francês, inventou a primeira calculadora mecânica em 1642. A calculadora trabalhava perfeitamente, ela transferia os números da coluna de unidades para a coluna de dezenas por um dispositivo semelhante a um velocímetro do automóvel. Pascal chamou sua invenção de Pascalina.
Nos anos que se seguiram, vários projetos foram feitos com intuito de aperfeiçoar essa primeira calculadora. Entretanto, nada de significativo aconteceu, até que Babbage e Ada Lovelace começaram a considerar melhor o problema. Em 1822, Babbage apresentou a Sociedade Real de Astronomia o primeiro modelo de uma máquina de "diferença", capaz de fazer cálculos necessários para elaborar uma tabela de logaritmos. O nome da máquina foi derivado de uma técnica de matemática abstrata, o método das diferenças. Com o incentivo da sociedade, Charles Babbage continuou a trabalhar no aperfeiçoamento da máquina. Com Ada Lovelace, filha de Lord Byron, iniciou um projeto mais ambicioso para construir uma "máquina analítica". Foi projetada para calcular valores de funções matemáticas bem mais complexas que as funções logarítmicas. A máquina era enorme, demonstrava inúmeros problemas e simplesmente não funcionava. Grande parte da arquitetura lógica e da estrutura dos computadores atuais provém dos projetos de Charles Babbage, que é lembrado como um dos fundadores da computação moderna.
Essas máquinas eram chamadas de calculadoras. No início do século 20 já eram comuns as calculadoras mecânicas e elétricas. As calculadoras elétricas eram baseadas em um pequeno dispositivo elétrico, chamado de RELÉ. Os relés tinham aproximadamente o tamanho de uma caixa de fósforos. Máquinas calculadoras construídas com relés eram muito grandes, pois para construí-las eram necessários centenas de relés. Os relés tinham aproximadamente o tamanho de uma caixa de fósforos.
Modelos de relés
As calculadoras elétricas, construídas com relés, eram muito melhores que as mecânicas. Eram mais rápidas e mais difíceis de apresentar defeitos. É verdade, essa estória de "erro do computador" já existia na época. As calculadoras mecânicas apresentavam muitos defeitos, da mesma forma como
Introdução à Informática Pág.: 4 ocorre com qualquer máquina mecânica. As calculadoras a relé também apresentavam defeitos, mas eram muito mais raros. Resumindo, as calculadoras existentes até mais ou menos 1930 podiam ser de dois tipos:
Mecânicas: Lentas, apresentavam muitos defeitos. Elétricas: Um pouco mais rápidas, e apresentavam defeitos, mas menos que as mecânicas.
Já nos anos 30 existiam as válvulas eletrônicas, muito usadas em rádios. Um daqueles antigos rádios possuíam mais ou menos uma dúzia de válvulas eletrônicas. As válvulas funcionavam como relés mais sofisticados. Eram muito mais rápidas que os relés, mas tinham o inconveniente de durarem pouco tempo. Após cerca de 1000 horas de uso, as válvulas "queimavam", assim como ocorre com as lâmpadas. Era então necessário trocar a válvula queimada.
Válvula
Em 1946 foi inventado o primeiro computador eletrônico de grande porte, o ENIAC(Eletronic Numerical Integrator and Computer), pertencente à chamada 1ª geração de computadores.
Construído na Universidade da Pensilvânia, apresentava aproximadamente 18.0 válvulas e ocupava o espaço de uma sala. O objetivo do Eniac era ajudar o exército americano durante a 2ª guerra mundial. Apesar de não poder armazenar programas ou guardar mais que 20 dezenas de números digitais, o Eniac podia realizar aproximadamente 5.0 somas por segundo, ou seja, podia calcular a trajetória ou ângulo de uma bomba em 20 segundos.
O peso aproximado do Eniac era de 30 toneladas. Com o revolucionário invento do Eniac, estava claro para muitas pessoas que trabalhavam no desenvolvimento do Eniac, que havia meio para melhorar a performance desse computador.
Devido a pouca confiança nos resultados e constante queima de válvulas cada cálculo era efetuado por três circuitos diferentes e os resultados comparados, caso dois deles coincidissem esse era considerado o resultado certo.
Introdução à Informática Pág.: 5
Ainda nessa época, os computadores eram chamados de "calculadoras". Um dos famosos computadores da época era chamado de ENIAC (Electronic Numeric Integrator and Calculator). A partir de 1951, começou a surgir empresas especializadas no comercio de computadores como a UNIVAC nos Estados Unidos e a Ferranti Mark I na Inglaterra.
A UNIVAC lançou um computador com o mesmo nome da empresa (UNIVAC), que processava cada dígito com mais precisão. Ele possuía uma freqüência de clock de 2.25 Mhz e podia calcular números de dez dígitos com uma velocidade de 100.0 cálculos por segundo. O UNIVAC podia gravar em sua fita magnética, dados com a velocidade de 40.0 dígitos binários por segundo (bits).
Os computadores eram verdadeiros monstros eletrônicos que ocupavam muito espaço e consumiam muita energia.
Com o rápido desenvolvimento dos transistores entre 1952 e 1960, os tubos de vácuo tornaramse obsoletos e foi este avanço tecnológico que permitiu a criação de máquinas muito mais rápidas, pequenas e mais baratas.
Com o tempo, os transistores passaram a ser a base da eletrônica, ou seja, a construção de circuitos cada vez menores, que pudessem ser mais leves e que consumissem menos energia, por terem menos superfície para a dissipação de energia por calor. Esta miniaturização permitiu que se tivesse a mesma capacidade de cálculo de um ENIAC na palma de uma mão. A diminuição do tamanho fez também diminuir a quantidade de energia necessária e o custo caiu com a produção em série dos novos processadores.
Transistores
Estes computadores, que pertencem à chamada 2ª geração de computadores, eram muito menores, consumiam menos correntes elétricas e duravam muitos anos. Com essa nova tecnologia, tornou-se possível a construção de computadores de menor tamanho, mais rápidos, confiáveis e mais baratos. Já no final dos anos 50, todos os computadores já eram construídos com transistores. Também passaram a serem fabricados em série. Cada computador não era mais um "filho único", e sim, fazia parte de uma série de máquinas iguais. Esses computadores ainda custavam milhões de dólares, mas passaram a ser usados em aplicações não militares: Aplicações comerciais em grandes empresas.
Controle de processos industriais A indústria de computadores começou a crescer, dando origem ao desenvolvimento dos grandes gigantes da informática mundial, como a IBM.
Introdução à Informática Pág.: 6
Realmente os transistores causaram um grande impacto em todos os aparelhos eletrônicos, como rádios, TVs, vitrolas e tudo o mais que antes utilizava válvulas. Mas foi nos computadores que esses pequenos componentes tiveram a maior repercussão. Isso não é muito difícil de entender. Uma TV ou um rádio transistorizados não eram tão pequenos em comparação com os modelos a válvula. Mas no caso dos computadores, essa miniaturização era muito mais acentuada, já que os computadores a válvula eram verdadeiros gigantes. Computadores que ocupavam um salão inteiro podiam ser construídos a transistor e ficavam do tamanho de uma estante. Computadores a válvula que ocupavam um prédio inteiro, podiam ser construídos com transistor, e passavam a ocupar apenas um andar.
Nos anos 60, iniciou-se a 3ª geração de computadores, que utilizava a tecnologia de Circuitos Integrados (CI), uma técnica de micro circuitos, onde os transistores eram encapsulados em uma única pastilha, formando assim os CHIPs.
Ao mesmo tempo em que os computadores transistorizados eram cada vez mais utilizados em todo o mundo, um outro grande avanço tecnológico ocorria: A corrida espacial. Americanos e
Soviéticos lançavam seus foguetes rumo ao espaço. A miniaturização de computadores era ainda mais importante, no caso de um computador a ser colocado a bordo de um foguete. Seria totalmente inviável levantar vôo carregando um enorme computador valvulado. Já para um computador transistorizado, isto era possível, mas se fosse conseguida uma miniaturização ainda maior, computadores mais poderosos ou então mais leves (ou ambas as coisas) poderiam ser embarcados nos foguetes. A NASA (Agência Espacial Norte-Americana) gastou bilhões de dólares com seu programa espacial, contratou empresas fabricantes de transistores para que realizassem uma miniaturização ainda maior. Uma dessas empresas, até hoje uma líder mundial em microeletrônica, é a TEXAS
INSTRUMENTS. Foram então criados os primeiros CIRCUITOS INTEGRADOS, também chamados de CHIPS. Basicamente, um circuito integrado é um pequeno componente eletrônico que possui em seu interior, centenas, ou até milhares de transistores. A figura 5 mostra a comparação de tamanhos entre uma válvula, um transistor e um CHIP dos mais rudimentares. Enquanto um transistor é equivalente a uma válvula e tem um tamanho muito menor, um CHIP dos mais simples tem aproximadamente o mesmo tamanho que um transistor comum, mas em seu interior existem, na verdade, centenas de transistores.
Transistores, Chip e Válvula
Aqueles velhos CHIPS dos anos 60 tinham em seu interior, dezenas ou centenas de transistores.
Já o microprocessador PENTIUM, um moderno CHIP dos anos 90, contém em seu interior, nada menos que 3.500.0 transistores!
Os CHIPS podem ser divididos em várias categorias, dependendo da quantidade de transistores que existem em seu interior:
Introdução à Informática Pág.: 7
SSI - Short Scale of Integration, ou Integração em Baixa Escala. Esse chip contém em seu interior apenas algumas dezenas de transistores.
MSI - Medium Scale of Integration, ou Integração em Média Escala. Esse chip contém algumas dezenas de transistores.
LSI - Large Scale of Integration, ou Integração em Alta Escala. Contém em seu interior, alguns milhares de transistores. VLSI - Very Large Scale of Integration, ou Integração em Escala Muito Alta. Esse chip contém da ordem de dezenas de milhares de transistores, ou mais. Nos computadores modernos, quase todos os chips usados são do tipo LSI ou VLSI. Os chips
SSI e MSI são ainda usados em pequenas quantidades, normalmente para auxiliar os chips LSI e VLSI.
A 4ª geração de computadores tem seu marco inicial com o surgimento dos microprocessadores (integração em grande escala), tem-se a quantidade de transistores encapsulado em uma única pastilha ampliada, aumentando a velocidade dos computadores e possibilitando a redução de seu tamanho, e o surgimento dos computadores pessoais.
Modelo de Microprocessador
Não confunda essas duas palavras: MICROCOMPUTADOR: é um computador pequeno, de tamanho tal que pode ser colocado sobre uma mesa. Quando surgiram os microcomputadores, existiam apenas os computadores de grande porte (que ocupavam salas inteiras) e os minicomputadores, que eram do tamanho de uma geladeira. MICROPROCESSADOR: é um pequeno CHIP, que cabe na palma da mão. Podemos dizer que esse chip é o "cérebro" do computador. É ele que executa os programas, faz os cálculos e toma as decisões, de acordo com as instruções armazenadas na memória.
Podemos ver na figura um MICROCOMPUTADOR e um MICROPROCESSADOR.
Microcomputador e Microprocessador
Introdução à Informática Pág.: 8
Os microprocessadores formam uma parte importantíssima do computador, chamada de UCP
(Unidade Central de Processamento), ou em inglês, CPU (Central Processing Unit).
Antes da existência dos microprocessadores, as CPUs dos computadores eram formadas por um grande número de chips, distribuídos ao longo de uma ou diversas placas. Um microprocessador nada mais é que uma CPU inteira, dentro de um único CHIP. Podemos ver na figura 8, um microprocessador e uma placa de circuito. Um microprocessador contém todos os circuitos que antigamente eram formados por diversas placas.
Microprocessador e placa de circuito impresso
Ligando-se um microprocessador a alguns chips de memória e alguns outros chips auxiliares, tornou-se possível construir um computador inteiro em uma única placa de circuito. Esse computador, por ter um tamanho muito menor que os computadores da época (início dos anos 70), passou a ser conhecido como MICROCOMPUTADOR. Esses primeiros microcomputadores eram bem diferentes dos atuais. Não tinham, por exemplo, teclado, nem vídeo, nem impressora. Eram ligados a um aparelho chamado de TELETYPE (ou TELETIPO). O teletipo era uma máquina de escrever que continha uma leitora e uma perfuradora de fita de papel. Os programas não eram armazenados em discos, como nos dias atuais. Eram gravados em fitas de papel. Os pequenos furos da fita de papel representavam as instruções dos programas.
Microcomputadores do início dos anos 70
Uma famosa empresa americana, a INTEL, foi uma das primeiras a produzirem microprocessadores. Seu primeiro microprocessador era chamado de "4004". Aliás, essa é uma característica muito comum nos chips: são normalmente chamados por números, e não por nomes. O 4004 era um microprocessador ainda muito limitado. Era capaz de realizar operações com apenas 4 bits de cada vez. Se você ainda não sabe o que é um "BIT", não se preocupe, pois ainda nesta unidade explicaremos o que são BITS e BYTES. Para simplificar, um microprocessador de 4 bits só pode operar com números pequenos, de 0 a 15. Para usar números maiores, um microprocessador de 4 bits precisa dividir o número em várias partes e fazer as contas em várias etapas. Podemos exemplificar isto, fazendo uma analogia com o que acontece com o cérebro humano:
Introdução à Informática Pág.: 9
Pergunta: Quanto é 37x21? Na escola nunca estudamos a tabuada de 37, e nem de 21. O máximo que conseguimos calcular "de cabeça" é 9x9. Para calcular 37x21 temos que fazer a conta:
Como nosso cérebro só sabe multiplicar números menores que 10, dividimos a operação em várias etapas, e encontramos assim o resultado 7. Um microprocessador de 4 bits como o 4004 faz esse mesmo tipo de desmembramento para operar com números maiores.
Depois do 4004, a INTEL lançou o 8008, que era um microprocessador de 8 bits. Era muito mais rápido que o 4004, já que podia operar com números maiores. Com 8 bits, esse chip podia operar diretamente com números entre 0 e 255. O que o 4004 precisava de duas etapas para realizar, podia ser realizado em uma única etapa pelo 8008.
Depois do 8008, a INTEL lançou um novo microprocessador de 8 bits, chamado de 8080. Era mais rápido e mais barato que o 8008. O 8080 foi o primeiro microprocessador a ser usado em larga escala nos chamados "computadores pessoais". Antes deles, os microcomputadores eram usados apenas em laboratórios científicos, em fábricas e em universidades. O 8080 popularizou o uso de microcomputadores por pequenas empresas e até para uso pessoal. Já no final dos anos 70 eram comuns os micros pessoais baseados no 8080 e em outros microprocessadores rivais: o MC6800 da
Motorola, o 6502, usado em um antigo microcomputador chamado de APPLE, e o Z-80 fabricado pela ZILOG, usado em um antigo computador chamado TRS-80. Surgia então a indústria dos microcomputadores. Ao mesmo tempo, surgia a indústria do software para microcomputadores, que criava programas de vários tipos para serem usados nessas máquinas.
Os microcomputadores dessa época já tinham teclado, vídeo e impressora. Seus dados e programas eram gravados normalmente em gravadores de fita K-7 adaptados para trabalhar com microcomputadores.
Microcomputador SCHUMEC M 101/85
A INTEL produziu ainda, no final dos anos 70, um outro microprocessador para substituir o 8080. Chamava-se 8085. Todos esses microprocessadores (8080, 8085, Z80, 6502, 6800 e outros) operavam com 8 bits.
A figura 10 mostra um dos primeiros microcomputadores brasileiros, o SCHUMEC M-101/85. Tinha um microprocessador INTEL 8085 de 6 MHz, 16 KB de memória e um gravador de fita K-7 para armazenamento de programas e dados. Seu monitor de vídeo era na verdade uma TV PHILIPS adaptada, já que nesta época o Brasil não fabricava monitor.
Até o final dos anos 70, os microcomputadores existentes operavam com 8 bits. Nessa época, a INTEL lançou os primeiros microprocessadores de 16 bits: o 8086 e o 8088. Um microprocessador de
16 bits é capaz de operar com números maiores e de forma mais rápida que os modelos de 8 bits. Os dois microcomputadores que dominavam o mercado eram o APPLE e o TRS-80 de 8 bits.
Nessa ocasião, a IBM, que é o maior fabricante de computadores em todo o mundo, ainda não fabricava microcomputadores. Seus produtos eram os computadores de grande porte usados nos grandes centros de processamento de dados, e custavam alguns milhões de dólares. Em 1981 foi
Introdução à Informática Pág.: 10 lançado o microcomputador da IBM: O IBM PC (Personal Computer). No entanto, a estratégia de marketing da IBM: na verdade, o que a IBM queria não era vender o IBM PC ou torná-lo um padrão de mercado, mas vender computadores de grande porte. A idéia era simples: alguém que tivesse um microcomputador IBM PC em casa daria preferência a comprar um computador “de verdade” da marca IBM para a sua empresa. O microcomputador seria apenas um chamariz para a marca IBM.
Escolheu então o microprocessador 8088 para usar em seu microcomputador. O IBM PC, o primeiro microcomputador de 16 bits, passou logo a dominar o mercado. Até os dias atuais, os modernos microcomputadores são compatíveis com o IBM PC originais, lançados em 1981. Este microcomputador tinha as seguintes características:
Microprocessador 8088, operando a 4.7 MHz Monitor de vídeo monocromático
2 drives de 320 KB 16 KB de memória, possibilitando expansão até 64 KB
Conexão para gravador K-7
Pouco tempo depois, a IBM realizou melhorias no projeto deste microcomputador e lançou o
IBM PC-XT. A sigla "XT" significa "Extended Technology" (Tecnologia estendida). As características dos primeiros modelos do IBM PC-XT eram as seguintes:
Microprocessador 8088, operando a 4.7 MHz Monitor de vídeo monocromático ou colorido 2 drives de 360 KB 64 KB de memória, possibilitando expansão até 256 Kb Disco Winchester de 10 MB
A grande vantagem do IBM PC-XT em relação ao IBM PC era a possibilidade de operar com um disco rígido (também chamado de winchester) de 10 MB.
Ao longo dos anos foram surgindo novos fabricantes PC’s aumentando a competição a IBM, com isso foi havendo melhorias como: Preço: Com o aumento da produção e o uso de chips VLSI, foi possível reduzir drasticamente o preço dos equipamentos. Microprocessador: A cada ano eram lançados novos tipos de microprocessadores, cada vez mais velozes. Por exemplo, o microprocessador 80286 foi utilizado em outro modelo da IBM chamado de IBM PC-AT.
A sigla "AT" significa "Advanced Technology" (Tecnologia Avançada). O IBM PC-AT operava com 8 MHz, mas ao longo dos anos foram lançados novos modelos com velocidades mais altas.
Assim como ocorreu com o 80286, os microprocessadores 80386, 80486 e PENTIUM também tiveram versões com diversas velocidades.
Microprocessador 80486
Introdução à Informática Pág.: 1
CAPÍTULO 2 – SISTEMA DE INFORMAÇÃO 1. Tecnologia da Informação
Lidar com as informações e processá-las da melhor forma tem sido uma busca contínua da humanidade. A necessidade de contar levou a criação do dígito e do sistema decimal (inspirados nos dedos humanos). Foram então surgindo às primeiras ferramentas para auxiliar esse processo,
de mecanismos de contagem até as calculadoras analógicas
sendo a mais antiga o ábaco, o aprimoramento matemático foi também bastante impulsionado pelo desenvolvimento do comércio devido à necessidade do maior controle das quantidades de mercadorias produzidas, da realização de cálculos, impulsionando o desenvolvimento
conceitos de programação e memória digital
O grande salto da Tecnologia da Informação, porém, veio com a mudança dos sistemas analógicos para os digitais, que operavam diretamente com os números, através do sistema binário. Esse novo conceito foi proporcionado pelos avanços da ciência nos campos da física, química e engenharia, que criaram a válvula, a tecnologia de armazenamentos de dados em meio magnético e os
empresas e nos meios governamentais
Nesse início, a computação tornava possível automatizar determinadas tarefas em grandes Os mainframes – ou computadores de grande porte – eram os responsáveis por manter a segurança das informações das grandes empresas. Os programadores desenvolviam suas atividades nas linguagens Cobol e Assembler, já os analistas de sistemas buscavam aumentar a potência dos seus
CPDs (Centro de Processamento de Dados) que era o coração da empresa
Com o desenvolvimento industrial foi possível reunir em uma única pastilha de silício todos os componentes de um circuito eletrônico, criando os circuitos integrados, que dariam origem ao chip. Com o início de sua produção comercial, foi possível produzir computadores em larga escala, o que gerou uma corrida tecnológica mundial, liderada pela IBM. Estava aberto o espaço para o desenvolvimento dos mainframes, minicomputadores e microcomputadores, baseados no sistema operacional DOS, da Microsoft, e depois evoluindo para o sistema Windows, que introduziu a interface gráfica ao PC e o colocou definitivamente entre os mais bem-sucedidos empreendimentos do século X. Ao mesmo tempo em que se desenvolviam as nascentes indústrias de software e hardware, o mundo assistia também ao desenvolvimento das redes de comunicação.
Com o avanço tecnológico, as "máquinas gigantes" começaram a perder espaço para equipamentos cada vez menores e mais poderosos. Nos anos 90 surgiram novos e mais confiáveis Banco de Dados, (Oracle, SQL Server), Linguagens de Programação mais atuais (VB, Delphi), novas metodologias de desenvolvimento de sistemas como orientação a objetos, bem com a chegada da Internet.
Tal desenvolvimento foi responsável pela expansão significativa da indústria de
Telecomunicações, criada a partir do telégrafo e do telefone, na última década a expansão da telefonia celular e da Internet - rede mundial de computadores - que transformou de maneira drástica as relações dos indivíduos e das organizações com a informação.
Conseqüentemente as máquinas deixaram de simplesmente automatizar tarefas e passaram a lidar com Informação. Com a integração de mídias como computador, celular e TV, a tendência é de que esse campo se torne cada vez mais abrangente, aumentando ainda mais a área de atuação do profissional.
MainframeMicrocomputadores
Introdução à Informática Pág.: 12
A área de TI é responsável pelo gerenciamento da informação nas empresas, a base para geração de conhecimento nas empresas. As aplicações para TI são tantas, estão ligadas às mais diversas áreas, que existem várias definições.
informações
atividades e soluções providas por recursos de computação
TI é a convergência da Informática, das Telecomunicações e do conhecimento
Tecnologia da Informação (TI) é a aplicação da tecnologia no processamento de A Tecnologia da Informação (TI) também pode ser definida como um conjunto de todas as
Para existência de um sistema de informação, faz-se necessário três componente, são eles:
HARDWARE: unidade responsável pelo processamento dos dados, ou seja, o equipamento. SOFTWARE: responsável pela organização e metodologia no qual os dados serão processados. PEOPLEWARE: pessoa que utiliza o hardware e o software, inserindo ou retirando informações do sistema. Portanto para um perfeito funcionamento deste sistema, todos os componentes devem caminhar em perfeita harmonia.
2. Ciclo de Processamento e o Processamento de dados
É o tratamento dos dados por meio de máquinas, com o fim de se obter resultados das informações trabalhadas. Para o computador processar os dados, precisamos ter meios para fornecê-los ao micro. Para isso, o computador dispõe de recursos como o teclado (para digitação, por exemplo, do texto que define um programa de computador), o mouse (para selecionar opções e executar algumas operações), disquetes e CD para entrada de dados, scanner (utilizadas por programas e aplicativos gráficos em geral) e outros.
O processamento dos dados é feito na CPU (Unidade de Processamento Central) onde a informação é tratada, sendo lida, gravada ou apagada da memória, sofrendo transformações de acordo com os objetivos que se deseja atingir com o processamento delas.
De modo geral, um processamento se realiza de acordo com o esquema abaixo: A Entrada se refere a algum dado de entrada do processamento, são valores onde o processo irá atuar. Exemplo: quando clicamos em algum arquivo.
O Processamento é onde os dados de entrada serão processados para gerar um determinado resultado.
A Saída é simplesmente o resultado de todo o processamento, podendo ser impresso em papel, armazenadas, ou até mesmo servir como entrada para um outro processo. O computador exibe os resultados obtidos na tela, mostrando o arquivo. Vejamos como isso ocorre no cotidiano:
EntradaProcessamento Saída
Introdução à Informática Pág.: 13 No computador:
EntradaProcessamento Saída
A supervisão do ciclo do processamento de informações é feita pelo programa que está sendo executado, e que foi levado, antes dos dados, para a memória do computador.
A idéia é bastante simples. Levam-se para a memória as informações, programas e dados, depois eles são processados e em seguida, fornece o resultado desse processamento.
Alguns exemplos de Ciclo de Processamento de Informações:
Exemplo da calculadora:
Para uma calculadora funcionar, deve possuir em memória um programa previamente armazenado. Ao utilizar uma calculadora para realizar uma operação como a adição de dois números, você pressiona uma tecla que representa o primeiro número (entrada), em seguida outra tecla, a de operação (+), em seguida outra tecla que representa o segundo número (entrada), em seguida o sinal de = (igual) e obtém-se a soma no visor (saída).
Exemplo para organizar nomes: Para organizar o nome de 100 pessoas em ordem alfabética você fornece inicialmente ao computador um programa que tenha essa função. Em seguida, informa o nome das 100 pessoas. Uma vez executado o programa, vai ocorrer então o processamento das informações fornecendo como resultado de saída uma lista dos nomes em ordem alfabética.
Exemplo para escrever uma carta: Para escrever uma carta através de um computador é levado inicialmente para a memória do computador um programa capaz de permitir a realização dessa tarefa. Em seguida, digita a carta através do teclado. Como resultado final do processamento, a carta seria impressa em papel.
O ciclo de processamento de informações fica definido: as entradas equivalem ao conteúdo da carta digitado, o processamento corresponde a toda a manipulação e preparação da carta, e a saída, o resultado impresso em um papel.
Em suma um computador tem quatro funções básicas:
Receber dados e informações de entrada Processar a informação Produzir dados e informação de saída Armazenar dados e informações
A forma como os computadores realizam estas tarefas são definidas pelo hardware e software que utilizam. É o ciclo de processamento de dados.
Introdução à Informática Pág.: 14
2. A função dos programas
Um computador só é capaz de efetuar tarefas sob a supervisão de um programa. “Um programa é um conjunto de instruções que determinam passo-a-passo como deve ser realizado um processamento de informações”.
3. Tipos de informações que o computador processa
Os computadores lidam com informações de forma automática, daí ter surgido o termo
“INFORMÁTICA” de origem francesa, que significa “INFORmação AutoMÁTICA”.
Vivemos em uma sociedade informatizada, que utiliza a informação automática manipulada através do computador.
Os seres humanos manipulam informações com muita facilidade. Sabemos ler e escrever
(lidamos com dados), sabemos falar e ouvir (lidamos com sons), sabemos olhar e ver (lidamos com imagens).
Os computadores processam dados, que costumamos dividir em três tipos: Dados
Sons Imagens
4. Organizando as informações
Para organizar as informações, os computadores utilizam uma estrutura de informação chamada arquivo. Arquivos ficam armazenados em disco, ou outro dispositivo, e são trazidos quando necessário para a memória do computador. As informações em um computador são representadas fisicamente por arquivos, que ficam contidos em pastas.
Discos, Pastas e Arquivos
“Arquivo é uma unidade de armazenamento de informações em um computador”
Cartas comerciais, relatórios financeiros, páginas para a Internet, desenhos, gráficos, e demais informações ficam armazenadas em disco na forma de arquivos.
Para cada informação há um tipo de arquivo para armazená-la. Os tipos de arquivos mais comuns em um sistema de computador são:
Arquivos de programas Arquivos de dados
Arquivos de som Arquivos de imagens
4.1. Arquivos de programas
Arquivos de programas equivalem às aplicações de um computador que por sua vez são softwares escritos para serem executados por um computador.
Introdução à Informática Pág.: 15
Programas instruem o computador na realização de suas tarefas. Arquivos de programas quando carregados na memória do computador são processados e realizam as tarefas definidas pelo aplicativo.
Normalmente, arquivos têm um nome e uma extensão. Arquivos com .EXE e com .COM são as mais comuns para nomes de arquivos de programas.
4.2. Arquivos de dados Como dito anteriormente, um fichário eletrônico, um conjunto de páginas de um livro e um cadastro de CDs podem ser considerados arquivos de dados. Uma forma interessante para armazenar dados é através de uma estrutura de registros. Eles são como fichas de informações eletrônicas. Um conjunto de registros compõe um arquivo de dados. Registros são constituídos de campos e campos contêm informações (dados, som, imagens). As extensões: .MDB, .DBF, são as mais comuns para nomes de arquivos de dados.
4.3. Arquivos de som
Existem diversos tipos de arquivos de som. Alguns comportam apenas voz, outros música de qualidade de CD, outras músicas geradas por instrumentos musicais eletrônicos, etc.
Circuitos e placas especiais de som são responsáveis por permitir a geração e apresentação de som nos computadores. As extensões: .WAV e .MID e .MP3 são as mais comuns para nomes de arquivos de som.
4.4. Arquivos de imagens Arquivos de imagens são formados por imagens estáticas (fotografias, desenhos, gráficos, etc.) ou imagens dinâmicas (vídeo, animação). As extensões .BMP, .TIF e .GIF e .JPG são as mais comuns para nomes de arquivos para imagens estáticas. As extensões .AVI e .MPG e .MOV são as mais comuns para nomes de arquivos para imagens dinâmicas.
5. Outros Arquivos
Aplicações de computadores geram os seus próprios arquivos e esses formatos são constantemente alterados e atualizados pelas empresas que desenvolvem software.
O Microsoft Word gera arquivos com extensão .DOC. O Microsoft Excel gera arquivos .XLS. O Microsoft PowerPoint gera arquivos .PPT.
Na Internet os arquivos .HTML representam as páginas que são publicadas e acessadas através do software de navegação.
5.1. Nome de arquivo
Os computadores atuais permitem que um determinado arquivo seja referenciado por um nome seguindo regras para sua formação.
No ambiente MS DOS o nome de um arquivo só pode conter 8 caracteres e a extensão 3 caracteres. Em um microcomputador PC que utiliza o sistema MS DOS, poderíamos chamar de CARTA.DOC um arquivo contendo uma carta para um dos nossos fornecedores e de WORD.EXE o arquivo de programa que permitiria a execução de um software de processamento de textos, responsável pela elaboração da carta.
Nos ambientes gráficos como o Windows ou MAC OS X, por exemplo, os nomes de arquivos podem conter até 255 caracteres seguidos de uma extensão de 3 caracteres. Nestes ambientes, além do nome, os arquivos têm uma representação gráfica chamada ícone. Nomes de arquivos associados a ícones facilitam o trabalho do usuário no momento de
Introdução à Informática Pág.: 16 encontrar a informação.
Nomes de pastas e arquivos em Windows
5.2. Como identificar arquivos
Para identificar um arquivo é preciso saber a sua origem, ou seja, qual o programa que o gerou e em que sistema operacional ou computador ele está armazenado.
Uma carta produzida com o processador de textos Word da Microsoft gera arquivos contendo no nome a extensão .DOC. Orçamentos financeiros produzidos com o Excel da Microsoft geram arquivos .XLS e assim por diante.
Os sistemas operacionais gráficos organizam os arquivos em pastas para que os usuários possam encontrar as informações com mais facilidade.
As pastas podem ser visualizadas em sua forma simples ou em forma hierárquica em relação às demais. Nas pastas encontram-se os arquivos e à medida que o usuário vai aprendendo a lidar com o computador e com as diversas aplicações que compõem o sistema, fica mais fácil a sua interação com os diferentes tipos de arquivo.
6. Como são representadas as informações
Para representar valores o ser humano utiliza o sistema de numeração decimal que contém os dígitos 0,1,2,3,4,5,6,7,8 e 9. Os computadores por sua vez utilizam um sistema de numeração conhecido como sistema binário.
Analogia para bit
Introdução à Informática Pág.: 17
Nele existem apenas dois dígitos: 0 (zero) e 1 (um) ou por que não dizer apenas dois estados: ligado ou desligado, on ou off, etc. Estes dígitos receberam o apelido de BIT, que advém das palavras BInary digiT do Inglês, que traduzido para o Português significa dígito binário.
Nos computadores digitais, todo o processamento é eletrônico, então estes computadores só entendem dois estados: ON ou OFF. Enquanto seres humanos utilizam símbolos, gestos, palavras, voz, som e imagens para se comunicar, os computadores utilizam apenas dígitos, apenas BITs.
Como então é possível a comunicação entre seres humanos e o computador, entre dois universos tão distintos? Esta questão merece duas respostas: A primeira é que hoje conseguimos representar qualquer tipo de informação na forma digital. O computador armazena, manipula e a apresenta de volta. O computador é apenas um processador de informações. Ele não tem inteligência.
A segunda é que, além de representar informações na forma digital, estamos também fornecendo ao computador uma certa “inteligência”. Estamos dotando-o de capacidade de pensamento lógico, permitindo que aprenda a decidir por si só.
Comentando a Primeira resposta:
O alfabeto é composto por símbolos que permitem a comunicação entre os seres humanos. Compondo estes símbolos como números, letras e outros caracteres elaboramos as gramáticas, contendo a sintaxe e a semântica para a expressão e comunicação através da linguagem.
Para permitir que informações humanas pudessem ser representadas para o computador foi preciso o desenvolvimento de tabelas de equivalência específicas para este fim.
Estas tabelas estabeleceram relações entre nossos símbolos e os BITs, entre o sistema decimal e o sistema binário, entre os seres humanos e os computadores.
6.1. Tabelas de equivalência
Para representar na forma binária o alfabeto, os números e os caracteres de nosso idioma, o ser humano desenvolveu uma tabela de equivalência contendo um conjunto de 8 (oito) BITs. Com 8 BITs é possível realizar 256 combinações de uns e zeros. Se para cada combinação de 8 BITs fizermos equivaler um caráter de nosso idioma, teremos então a possibilidade de representar de forma binária até 256 caracteres. Considerando que temos 10 números, 26 letras maiúsculas, 26 letras minúsculas e aproximadamente 25 caracteres especiais, além das letras minúsculas e maiúsculas acentuadas. O número de 8 BITs seria mais do que suficiente para representar todos os caracteres, números e símbolos especiais de nosso idioma.
Criamos aqui uma tabela de equivalência entre o mundo binário dos computadores e o mundo de letras, números e caracteres especiais do ser humano.
Para explicar esta tabela vamos tomar como analogia uma lâmpada. Lembre-se de que ela só pode ter dois estados: acesa ou apagada.
Considere agora oito lâmpadas. Alternando os estados destas lâmpadas (acendendo ou apagando) podemos combiná-las de 256 maneiras diferentes.
Com oito lâmpadas conseguimos até 256 combinações
A fórmula 2n onde n equivale ao número de lâmpadas nos permite calcular a quantidade de possíveis combinações. Dessa forma 28 =256 possíveis combinações, numeradas de 0 a 255.
Introdução à Informática Pág.: 18
………….. …………..
………….. …………..
Decimal Binário Observação 0 0 0 Todas apagadas 1 0 0001 Apenas a última acesa 2 0 0010 Apenas a penúltima acesa 3 0 01 As últimas duas acesas 255 1 1 Todas acesas
Agora suponha que, a cada combinação de 8 dígitos façamos corresponder um único símbolo de nosso alfabeto, como apresentado na tabela a seguir.
Letra Código Binário Combinação
………….. …………..
………….. …………..
………….. …………..
A 0100 0001 Equivalente à letra A B 0100 0010 Equivalente à letra B C 0100 01 Equivalente à letra C D 0100 0100 Equivalente à letra D Z 0101 1010 Equivalente à letra Z
Assim sendo, cada número ou letra de nosso alfabeto corresponderá a uma única combinação binária de oito bits. Durante a evolução dos computadores foram desenvolvidas diversas tabelas.
Algumas em uso atualmente são: EBCDIC - Tabela utilizada nos grandes computadores da IBM.
ASCII - Tabela utilizada na década de 70 e 80 em microcomputadores.
ANSI WINDOWS -Tabela derivada da ASCII utilizada pela Microsoft para os novos softwares gráficos Windows. FRENCH, GERMAN, ITALIAN, SPANISH - Tabelas derivadas da ASCII usadas na França, Alemanha, Itália e Espanha, respectivamente. PC LINE - Tabela utilizada nos computadores pessoais da linha IBM PC. OCR-B e Ext - Tabela utilizada para reconhecimento óptico de caracteres.
MATH-7,8A e 8B - Tabela de letras gregas e símbolos matemáticos. O surgimento de diversas tabelas para os diferentes idiomas e aplicações computacionais acabou gerando ambigüidades na representação de informação. Por exemplo, o caráter “ç” (cedilha) em nosso idioma pode não ter a mesma equivalência em todas as tabelas. Ao enviar um e-mail do Brasil para outro país, todo caráter “ç” (cedilha) que for utilizado no texto, será provavelmente visualizado de forma diferente da original, como se fosse outro caráter. Este fato é bastante perceptível.
Diferentes tabelas geram problemas de adaptação para os usuários, torna mais difícil a configuração e comunicação entre computadores, exige muito dos sistemas de conversão e não padronizam a comunicação.
Para resolver o problema, empresas interessadas se reuniram e desenvolveram o consórcio UNICODE, cuja missão foi o desenvolvimento de uma tabela única, para codificar todos os
Introdução à Informática Pág.: 19 caracteres, de todos os idiomas.
A tabela UNICODE foi desenvolvida com 16 BITs podendo representar 65.536 caracteres (2 16
Site do Consórcio UNICODE Cada caráter codificado terá um único código que o identificará. Não haverá mais ambigüidades. Ambientes computacionais atuais como Apple, HP, IBM, Microsoft, Oracle, SAP, Sun, Unisys já incorporam o UNICODE.
6.2. Passando informações ao computador
Ao fornecer uma informação através do teclado ela será imediatamente transformada em impulsos elétricos que fazem equivaler a um conjunto de BITs que são então transferidos para a memória do computador.
Fornecendo dados aos computadores
A palavra SELMA quando digitada no teclado poderia, por exemplo, ser recebida pelo computador da seguinte forma:
Teclado Computador
Introdução à Informática Pág.: 20
6.3. Como são quantificadas as informações
Nossa civilização criou unidades para quantificar: Quantificamos distância em metros ou quilômetros.
Peso em gramas ou quilogramas. Para quantificar informações manipuladas pelos computadores, utilizamos as unidades BITs e
Bytes:
Para BITs adotaremos a abreviação b (minúsculo). Para Byte adotaremos a abreviação de B (maiúsculo).
8 bits1 Byte B
Medidas Base 2 Unidade Abreviação
1024 B 210 B 1 KiloByte KB 1024 b 210 b 1 Kilobits Kb
1024 KB 220 B 1MegaByte MB 1024 Kb 220 b 1Megabits Mb
1024MB 1024 Mb 230 B 230 b 1GigaByte 1 Gigabits GB Gb
1024GB 1024 Gb 240 B 240 b 1 TeraByte 1 Terabits TB Tb
6.4. Unidades de medida de informação
Byte A menor unidade de informação para representar uma informação humana.
Um Byte equivale a 8 BITS utilizados para representar caracteres individuais em nosso idioma. Com a UNICODE o Byte passará a ter 16 BITs.
KiloByte
Equivale a 1024 Bytes. Um quilo em nosso sistema equivale a 1000. O KiloByte equivale a 1024 Bytes.
No sistema binário, o número que mais se aproxima de mil é 1024, que equivale a 2 10 .
Por esta razão, 1024 Bytes equivale a um KiloByte.
MegaByte
Essa medida é utilizada para designar medida de capacidade de memória dos computadores
Equivale a 1024 KB ou 1024x1024 Bytes ou 1.048.576 Bytes. MegaByte é a medida para designar 1 milhão de caracteres aproximadamente.
Introdução à Informática Pág.: 21
GigaByte é múltiplo do MegaByte e equivale a aproximadamente a um trilhão de bytes. Essa medida é utilizada para designar capacidade de armazenamento de unidades de disco.
Aplicações de processamento de imagens, grandes bibliotecas digitais, são as que mais usam esta medida.
Temos ainda o PentaByte e o HexaByte. Descubra por você mesmo quantos caracteres podem ser representados por estas unidades de medida.
Introdução à Informática Pág.: 2
CAPÍTULO 3 – SOFTWARE
1. O computador e o software
A Microsoft é a maior casa de software do mundo.
Fundada na década de 70 por Bill Gates, ela vem se mantendo na liderança do mercado mundial de software.
Qualquer que seja o computador, sempre haverá nele um software Microsoft. Com o ambiente operacional Windows e o Office, a
Microsoft domina mais de 90% do mercado mundial de software.
O que chama atenção na Microsoft é a sua capacidade de se manter no topo. Mas qual a sua força? No que está interessada? Aonde quer chegar?
Sua força vem do capital intelectual. Capacidade de se reinventar. Conhecimento adquirido em desenvolvimento de Software. Conhecimento do negócio.
No que está interessada? Ela está interessada em se manter no topo.
Aonde quer chegar? A Microsoft quer que cada cidadão do mundo tenha um microcomputador e em cada um, um software Microsoft.
Bill Gates 1.1 Definição e classificação do software
Nas décadas de 50 e 60 um sistema de computador era comercializado em valores proporcionais a 90% aplicados em hardware e 10% em software.
Nas décadas seguintes esta relação acabou se invertendo. Você sabia que o custo do Hardware é inferior ao do Software?
e verá
Adquira o hardware de um microcomputador e depois procure adquirir os softwares. Compare
Mas, o que existe de tão especial no Software? Esta pergunta pode ser respondida com uma única palavra: “Inteligência”.
É através do software que as tarefas são realizadas no computador. O Software corresponde à parte inteligente, à parte lógica do computador.
1.2 Conceituando software
Software pode ser conceituado como: “um ou mais programas que definem uma aplicação específica para o computador”.
Exemplos:
Um programa que represente um pequeno jogo pode ser considerado um software. Um conjunto de 500 programas que juntos realizam a administração e controle de uma caderneta de poupança também é um software.
Tarefas realizadas por computador dependem do controle de programas chamados de Software. Uma analogia entre hardware e software: A interface física de comunicação entre usuário e o computador é o hardware. A interface lógica de comunicação entre usuário e computador é o software.
Relação entre Usuário, Software e Hardware
Introdução à Informática Pág.: 23
Tela gráfica do sistema da Apple 1.3 Classificação do Software
Podemos classificar o software da seguinte maneira:
Software de base; Software aplicativo; Software cliente/servidor.
1.3.1 Software de base
Software de base permite a operação e a programação do computador. Exemplos são os sistemas operacionais e as linguagens de programação.
Sistema Operacional Windows XP
1.3.2 Software aplicativo
Softwares aplicativos permitem a realização de tarefas por usuários finais. Exemplos são os jogos, processadores de texto, folhas de pagamento, aplicações multimídia, softwares gráficos para pintura e desenho, softwares para editoração eletrônica, softwares para correio eletrônico (e-mail), etc.
1.3.3 Software cliente/servidor Equivale a um tipo de software de aplicação desenvolvido para redes ou Internet.
Introdução à Informática Pág.: 24
São aplicações constituídas de dois lados: o cliente e o servidor. Através do cliente, o usuário utiliza serviços que estão sendo fornecidos pelo servidor. Exemplos mais comuns são as páginas de Internet, publicadas por um servidor e acessadas a partir do navegador de Web no lado cliente.
Cliente/Servidor 2. O software de base
Operação é a tarefa de estabelecer comunicação com o computador. Programação é a tarefa de elaborar programas para o computador.
O software de base é constituído pelos programas que permitem a operação e a programação do computador. Ele é classificado em:
Sistemas Operacionais; Linguagens de Programação.
2.1 Explicando os Sistemas Operacionais
Tipo especial de software, responsável por gerenciar as informações que fazem com que a máquina se comporte de determinada maneira. Fazendo uma analogia, podemos dizer que o sistema operacional é o chefe dos demais softwares, ou ainda o gerente do computador, pois tem como tarefa controlar a máquina para os outros programas rodarem.
O sistema operacional gerencia seus discos e arquivos, controla como o monitor exibe a imagem, define as prioridades de impressão de uma impressora, reserva um espaço da memória para cada programa, enfim, organiza tudo. Existem vários sistemas operacionais, como:
OS/2 da IBM
OS/2 é um sistema operacional da IBM. A sigla significa "Operating System/2". Competiu com o Windows nos anos 90, mas foi descontinuado pela IBM para o usuário final. Ele ainda é vendido como pacote de soluções para grandes empresas para rodar no servidor AS/306 permanecendo restrito ao meio corporativo.
MAC OS Macintosh Operating System (Mac OS) é a denominação do sistema operacional padrão dos computadores Macintosh produzidos pela Apple. Foi o primeiro sistema gráfico, amplamente usado em computadores, a utilizar ícones para representar os itens do computador, como programas, pastas e documentos. Também foi pioneiro na disseminação do conceito de Desktop, com área de trabalho com ícones de documentos, pastas e uma lixeira, em analogia ao ambiente de escritório.
Introdução à Informática Pág.: 25
O Windows é um produto comercial, com preços diferenciados para cada uma de suas versões, embora tenha uma enorme quantidade de cópias ilegais instaladas, ele é o sistema operacional mais usado do mundo, criado pela Microsoft.
A palavra Windows em português significa janelas. A sua interface é baseada num padrão de janelas que exibem informações e recebem respostas dos utilizadores através de um teclado ou de um clique do mouse.
LINUX Um sistema que está conquistando espaço no mercado por ter uma política de software livre, o que elimina custos de licenciamento e possibilita implementações e modificações que se tornem necessárias.
Sendo um software de código-aberto também estimula o desenvolvimento de tecnologia local e cria possibilidades de trabalho para programadores brasileiros.
“Software livre” se refere à liberdade dos usuários executarem, copiarem, distribuírem, estudarem, modificarem e aperfeiçoarem o software. Mais precisamente, ele se refere aos quatro tipos de liberdade, para os usuários do software: − a liberdade de executar o programa, para qualquer propósito;
A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades. Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade. A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo. A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os se aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade seus beneficie. Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
Distribuições Linux Existem mais de 300 distribuições linux, ativamente mantidas, embora menos de 20 delas sejam largamente conhecidas. Vejamos algumas delas:
O nome kurumin vem da Língua Tupi-Guarani onde "curumim" significa “menino”, “criança”, em uma alusão a uma distribuição Linux mais leve e simples, para iniciantes no sistema. Por trás de toda a simplicidade, o Kurumin é uma distribuição Linux extremamente flexível e poderosa, além de ser totalmente em português e ter uma ampla aceitação no Brasil. Todos os componentes do sistema são abertos, permitindo que além de usar, você possa redistribuí-lo, ver, modificar e desenvolver novas versões do sistema.
Antiga palavra africana que significa algo como "Humanidade para os outros" ou ainda "Sou o que sou pelo que nós somos". A distribuição Ubuntu trás o espírito desta palavra para o mundo do software livre.
Ubuntu é um sistema operacional baseado em Linux, desenvolvido pela comunidade, sendo perfeito para notebooks, desktops e servidores. Ele contém todos os aplicativos que você precisa: um navegador web, programas de apresentação, edição de texto, planilha eletrônica, comunicador instantâneo e muito mais.
Introdução à Informática Pág.: 26
A Mandriva Conectiva é a distribuição brasileira de maior destaque.
A Conectiva se destaca por oferecer documentação totalmente em português, e pelo suporte oferecido ao usuário.
A Mandriva Conectiva é resultado da fusão ocorrida em fevereiro de 2005 entre a Mandrakesoft, uma das principais distribuições Linux da
Europa, com atuação mundial em mais de 120 países, e a Conectiva, pioneira na distribuição Linux em português e espanhol para toda a América Latina.
2.2.1 Classificação dos Sistemas Operacionais
O sistema operacional é a base sobre a qual são desenvolvidos os softwares de aplicação. Os demais programas e softwares dependem dele.
Organização do software em um computador
Por questões de compatibilidades, softwares desenvolvidos para um sistema operacional não serão utilizados em outros.
O programa de processamento de textos Word da Microsoft, escrito para o Windows, não pode ser utilizado no Linux ou no Mac OS X da Apple.
Computadores sempre trazem um sistema operacional instalado. Computadores da família PC trazem o Windows como sistema operacional padrão.
Além do sistema operacional os utilitários como: formatadores de disco, copiadores de arquivo, monitores do sistema, são incluídos, e constituem o software de base de um computador.
Classificamos os sistemas operacionais em três formas:
Forma operacional Forma de comunicação homem máquina Forma que atuam em rede
Forma operacional A forma operacional determina como o sistema trabalha em relação a usuários e tarefas.
Sistema Utilidades
Monousuário e monotarefa
Base dos microcomputadores nas décadas de 70 e 80
Um usuário, uma tarefa. Exemplo: CP/M e DOS
Monousuário e multitarefa
Exemplo: Windows 9x, Windows 2000 e XP Home Edition, MAC OS, OS/2
Um usuário, várias tarefas.
Multiusuário e multitarefa
Vários usuários, várias tarefas. Exemplo: Unix, Linux, Windows NT, Windows 2000 Server e XP Professional, MAC OS X Server.
Introdução à Informática Pág.: 27
Forma de comunicação homem-máquina
Em relação à interface de comunicação entre o homem e o computador, podemos classificar os sistemas operacionais em três grupos.
CLI - Command Line Interface (Interface através de Linhas de Comandos) GUI - Graphical User Interface (Interface Gráfica para o Usuário) HI - Humam Interface (Interface Humana)
Sistemas CLI
Os sistemas CLI permitem a comunicação através de linha de comandos, que correspondem a ações a serem executadas pelo computador.
Linhas de comandos Características:
Comunicação via teclado; Comunicação na forma de texto;
Linhas de comandos contendo palavras chave que o sistema irá entender e executar, originando uma ação a ser realizada pelo computador; Voltados para o uso do especialista em informática; Utilizados nas décadas de 70 e 80; Exemplos: CP/M, MS DOS e UNIX.
Sistemas GUI
Sistemas GUI foram desenvolvidos com a finalidade de permitir comunicação gráfica com o computador. Estes sistemas operacionais substituíram os CLI.
Introdução à Informática Pág.: 28
Características:
Voltados para o usuário; Comunicação através do mouse; Comunicação gráfica; Metáfora da mesa de trabalho eletrônica (desktop) constituída de objetos como ícones, janelas, cortinas, caixas de diálogo, elevadores, botões de rádio, etc; Utilizados comercialmente a partir da década de 90;
Exemplos: Windows e Mac OS X.
Sistemas HI
Sistemas HI são o futuro. Proporcionarão comunicação mais próxima da humana, como voz, gestos, escrita, etc.
Características: Comunicação escrita, falada e gestual;
Emprego de recursos GUI mais avançados, como ícones ativos, janelas tridimensionais, agentes, etc.;
Processamento de conhecimento; Exemplos são os sistemas de realidade virtual. Dispositivos especiais como capacete e luva de dados proporcionam a comunicação com os computadores. Jogos e simuladores de vôo fazem uso intensivo desta tecnologia, além da área médica.
Treinamento médico em realidade virtual
Outros exemplos são os PDA (assistentes digitais pessoais), que permitem a comunicação na forma escrita.
iPAQ Pocket PC da Compaq (modelo de PDA)
Os sistemas GUI suportam dispositivos para interfaces humanas. Exemplo: Dispositivos de simulação de veículos (carros de corrida, aviões, naves espaciais, submarinos, etc.); Dispositivos de realidade virtual (cintos, luvas de dados, capacetes e câmeras, roupas com sensores, etc.); Dispositivos para esporte (clubes de golf, luvas de baseball, etc.).
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9. As linguagens de programação
Linguagens naturais como o Português, Inglês e Espanhol, são utilizadas para a comunicação humana. Já os computadores utilizam linguagens artificiais, chamadas de linguagens de programação.
Um programa é um conjunto de procedimentos que diz ao computador exatamente o que deve ser feito passo-a-passo. São escritos na forma de linguagens de programação para que possam ser entendidos pelo computador.
Estas linguagens de programação são constituídas por verbos em inglês que representam procedimentos. Que por suas vez são decodificados em ações para o computador através de um Tradutor.
Tradutores são programas, que recebem procedimentos escritos pelo ser humano e os transforma em ações binárias para o computador.
Conceito do programa Tradutor
A linguagem de programação se resume no tradutor, responsável pela tradução, interpretação ou transcrição das informações para serem entendidas pelo computador. Sendo assim, o programa escrito pelo homem é chamado de “Programa Fonte", que é entendido pelo ser humano. Depois de traduzido ele é chamado de “Programa Objeto”, que é entendido somente pelo computador.
Programa Fonte x Programa Objeto
10. Software Aplicativo
Usuários utilizam computadores e softwares aplicativos para a realização de tarefas. O sucesso dos microcomputadores se deve ao desenvolvimento destes softwares.
10.1 Áreas de utilização
Área Profissional O mercado de trabalho tem sido cada vez mais exigente forçando os profissionais a conhecer os principais aplicativos utilizados em suas áreas. Saber utilizar a Internet é importante para a maioria dos profissionais. Secretárias, professores ou advogados fazem uso intensivo de processadores de texto. Engenheiros precisam de programas de CAD. Administradores em geral fazem uso de planilhas eletrônicas.
Área pessoal O uso dos softwares aplicativos vem se disseminando, seja no controle financeiro, entretenimento, auto-educação, ou no apoio ao desenvolvimento educacional dos filhos.
10.2 Tipos de softwares aplicativos
A seguir relacionamos os mais comuns para uso nas áreas profissional e pessoal.
Aplicativos Internet; Aplicativos de produtividade pessoal; Aplicativos gráficos para ilustrações; Aplicativos para editoração eletrônica.
Introdução à Informática Pág.: 30
Aplicativos Internet
Proporciona comunicação e acesso a Internet. Os aplicativos mais comuns são:
Navegador Web; Correio eletrônico;
Aplicativos de comunicação e mensagens; Aplicativos para desenvolvimento de páginas Web;
Navegador Web
Permite a visualização de páginas armazenadas e publicadas em servidores. Os dois softwares mais utilizados no mercado são o Internet Explorer e o Mozilla Firefox.
Navegador Web (Internet Explorer da Microsoft)
Navegador Web (Mozilla Firefox)
Introdução à Informática Pág.: 31
Correio eletrônico Aplicativo utilizado para enviar e receber mensagens eletrônicas.
Correio eletrônico
Aplicativos para comunicação e mensagens Permitem comunicação através de troca de mensagens em tempo real, reuniões eletrônicas e bate papo. Ótimo para grupos virtuais.
MSN Software de comunicação instantânea Skype – Software de bate -papo por voz na Internet
Existe um software muito famoso utilizado também para a comunicação instantânea, chama-se ICQ (w.icq.com).
Aplicativos para desenvolvimento de páginas Web
Publicar na Internet não é mais privilégio de especialistas. Exemplos: Microsoft FrontPage, Macromedia DreamWeaver e Adobe GoLive.
Introdução à Informática Pág.: 32
Macromedia Dreamweaver MX
Aplicativos de produtividade pessoal
Concebidos na década de 80, popularizados na de 90. Os aplicativos mais utilizados são:
Processadores de texto;
Planilhas eletrônicas e geradores de gráficos; Softwares de apresentação;
Gerenciadores de banco de dados. Comercializados como suítes, contendo um ou mais softwares.
Exemplos: Microsoft Office, Lotus SmartSuite e WordPerfect Office. A suíte mais utilizada no mercado é o Microsoft Office. Constituída pelo Word (processador de textos), Excel (planilha eletrônica e gerador de gráficos), PowerPoint (apresentação), Outlook (gerenciador de informações pessoais) e Access (gerenciador de banco de dados).
Processadores de texto
Permitem digitação, edição e formatação de textos através do computador. Servem a diversos propósitos como preparação de livros, manuais, revistas, relatórios, etc. Exemplos: Microsoft Word e o WordPerfect da Corel.
Microsoft Word
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Planilhas eletrônicas e geradores de gráficos
Utilizados para planejamentos financeiros, áreas financeiras e científicas. Geradores de gráficos normalmente são integrados aos softwares de planilha.
Gráficos em Excel
Software de apresentação
Permite a produção de apresentações tanto para tela quanto para impressão em acetato e gravação em slides. Exemplos: PowerPoint, Lotus Freelance.
Microsoft PowerPoint
Gerenciadores de banco de dados
Permitem a organização das informações na forma de registros e arquivos. Utilizados na área comercial para desenvolvimento de sistemas como controle de estoque, contas a pagar e a receber, contabilidade, etc. Exemplos: Microsoft Access, Microsoft SQL, Borland Paradox, Lotus Approach, Oracle e
SyBase.
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Microsoft Access
Aplicativos gráficos para ilustrações
O que seria de um livro ou de uma publicação na Internet sem ilustrações? A preparação e tratamento de figuras, fotos, desenhos, artes gráficas e visuais em geral exigem o uso de softwares de ilustração, tais como:
Programas de pintura; Softwares de edição de imagens; Softwares ilustradores.
Pintura
Desenhar a mão livre pelo computador. Tratar imagens ponto a ponto, pixel a pixel, bit a bit, efetuar digitalização e retoque de imagens são algumas das funções desses aplicativos.
São utilizados em diversas áreas como editoração eletrônica, multimídia, desktop vídeo, etc. Exemplos: Microsoft Paint, Freehand e Kid Pix.
Bitmaps
Edição de imagens Os softwares de edição de imagens são programas de pintura com recursos especiais para o tratamento de fotos. Editores de imagem permitem tratamento eletrônico de fotos, controle de paleta de cores, elementos de brilho e contraste, além de efeitos especiais. Exemplos: Adobe Photoshop, Corel Photo-Paint, Paint Shop Pro e Macromedia Freehand.
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Adobe Photoshop
Ilustradores
São programas destinados ao tratamento de gráficos e imagens na forma vetorizada, descritos matematicamente.
Servem principalmente ao trabalho de desenhos artísticos. Exemplos: CorelDRAW e Adobe Illustrator.
Adobe Illustrator
Aplicativos de editoração eletrônica
Desenvolver artes-finais gráficas é a função dessa categoria de software. Ferramenta indispensável para a produção de jornais, revistas e publicações em geral. Exemplos: Adobe PageMaker, Adobe InDesign, Corel Ventura, Microsoft Publisher e QuarkXPress.
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Adobe InDesign
Aplicativos gerais Além dos grupos citados, existem diversos outros, tais como:
Softwares OCR; Gerenciadores de informações pessoais; Gerenciadores de projetos; Autoria para multimídia; Software de distribuição de documentos eletrônicos; Software integrado; Softwares para controle administrativo; Softwares para CAD/CAM; Controle financeiro; Sistemas ERP;
Sistemas CRM; Sistemas de gerenciamento de cursos on-line.
Softwares OCR
Reconhecimento óptico de caracteres. Tecnologia que permite digitalizar informações impressas em papel e convertê-las para a forma de arquivos de texto. Esse processo evita a digitação ou transcrição de longos documentos para a tela.
Alguns desses softwares, se bem treinados, podem até entender a caligrafia humana. Exemplos: OmniPage e PaperPort.
Software OCR em ação –OmniPage
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PIM (Personal Information Managers) - Gerenciadores de informações pessoais
PIM ou Gerenciadores de informações pessoais são softwares para controle de informações pessoais, como agenda, compromissos, recados, artigos de revistas, etc.
Trazem também ambiente de correio eletrônico e aplicativos em geral para a Internet. Exemplos: Lotus Organizer, Microsoft Outlook, ACT!, etc.
Outlook com a agenda aberta
Gerenciadores de projetos Categoria de software destinada ao controle de projetos. Apropriados para planejamento e execução de tarefas com planejamento de tempo.
Softwares de autoria para Multimídia Permitem desenvolvimento e autoria de aplicações multimídia, que englobam o uso de dados, som e imagem, com interferência dinâmica do usuário. Exemplos: Toolbook, Authorware, Macromedia Director e Hyperstudio.
Macromedia Director Alguns permitem geração de formato HTML para publicação na Internet.
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Software de distribuição de documentos eletrônicos
Usado pelas entidades de padronização, em todo o mundo, para distribuir e trocar de forma segura e confiável de documentos eletrônicos, o Adobe Acrobat, tem sido adotado o formato PDF (Portable Document Format) por governos e empresas para otimizar o gerenciamento de documentos, aumentar a produtividade e reduzir a dependência em relação ao papel. Atualmente o Adobe PDF é o formato padrão, seguro, para a solicitação eletrônica de aprovação de pedidos, arquivamento eletrônico de processos nos tribunais federais, também usado em páginas de publicidade em jornais e revistas, manuais de eletrônicos, editais de concursos, apostilas. Como sua especificação de formato de arquivo é aberta, o PDF está disponível para qualquer pessoa que queira desenvolver ferramentas para criar, exibir ou gerenciar documentos PDF.
Adobe Acrobat
Software integrado Integram em um mesmo software os principais aplicativos de produtividade como o processador de textos, planilha eletrônica, apresentação e banco de dados. Não apresentam mesmos níveis de recursos que as suítes, mas podem ser eficientes em pequenas aplicações. Exemplos: Microsoft Works e Sun StarOffice.
Softwares para controles administrativos
Permitem o gerenciamento administrativo das empresas. Exemplos: Folha de pagamento, contabilidade, controle de estoque, contas a pagar e a receber.
Softwares para CAD/CAM
Softwares para as áreas de engenharia e arquitetura. Desenhar e projetar com auxílio do computador é sem dúvida uma das maiores evoluções nesse campo. Exemplos: AutoCAD e EasyCAD.
Softwares de controle financeiro
São destinados a permitir controles financeiros como conta bancária, contas a pagar e receber, fluxo de caixa, etc.. Exemplos: Intuit Quicken e Microsoft Money.
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Sistemas ERP (Enterprise Resource Manager) Sistemas ERP são utilizados por grandes empresas que precisam de integração na administração e gerenciamento de recursos empresariais. Exemplos: SAP e People Soft.
Sistemas CRM (Customer Relantionship Management) Sistemas CRM são utilizados para estabelecer e manter relacionamento com os clientes. Conheça seu cliente, saiba os seus gostos, ajude-o a obter graus de satisfação.
Exemplos: Vantive, Adapt e People Soft.
Sistemas de gerenciamento de cursos on-line Permite a criação, administração e gerenciamento de escolas e cursos on-line.
WebCT Exemplos: WebCT, TopClass, Universite, BlackBoard e Sócrates.
Considerações finais sobre softwares aplicativos
Poderíamos relacionar dezenas de outros softwares aplicativos. Todas as áreas de atividade humana contam com aplicativos desenvolvidos sob medida.
A escolha do software aplicativo depende da tarefa a ser realizada no computador.
3. Como e de quem são adquiridos os softwares
Os softwares, na maioria das vezes, são desenvolvidos por empresas independentes conhecidas como casas de software, tais como Microsoft, Lotus, Macromedia, Adobe, Corel, Borland, etc.
Estas empresas surgiram pelo fato de seus fundadores terem concebido softwares inovadores que as viabilizaram.
A maior delas, a Microsoft, foi fundada em 1976 por um garoto de 17 anos, Bill Gates, que visualizava um futuro onde cada ser humano um dia teria o seu próprio microcomputador.
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4. Como são distribuídos e atualizados os softwares
Várias são as formas de distribuição e atualização de software. No entanto, duas delas têm sido as mais comuns.
Formas Observações
Distribuição através de CDsComercializados através de lojas, bancas de revistas, revendas
de software, etc
software
Distribuição através da Internet Usuário se conecta a Internet e realiza a cópia e instalação do
As atualizações de software podem ser feitas pela cópia do arquivo da Internet ou pela compra do produto distribuído em CDs. Geralmente quando compramos um software aplicativo, para edição de imagens, de produtividade pessoal, desenvolvimento web, etc., após um período de tempo, mais ou menos um ano, eles já têm uma nova versão com atualizações de erros, recursos e novos designs, acompanhando o avanço de hardware, facilidades para o usuário e necessidades de mercado. Os novos dos produtos sofrem alterações do tipo Office 97, Office 2003, e o mais pacote mais novo é Office 2003. Acrobat 8.0 e a mais nova versão Acrobat 7.0. Internet Explorer 5.5 e Internet Explorer 7.0. Messenger 6.2 e a mais nova versão Messenger 7.0, etc. Os antivírus são os programas que mais se atualizam.
A empresa de softwares mais famosa do mundo introduziu uma série de novas funções no sistema operacional, voltadas para reforçar a segurança do computador. Alguns recursos podem ser percebidos facilmente pelo usuário. Como o bloqueio de pop-ups, impedindo o Internet Explorer a abri-los, programas copiados da Internet ficam travados até que o usuário autorize, tem também um firewall para impedir que usuários não autorizados acessem seu computador, e outros recursos ficam na Central de Segurança onde podem ser acessados e configurados.
Central de Segurança 5. Classificação comercial do Software
Comercialmente, o Software pode ser classificado como:
Commercialware: são pagos. Atingem o mercado corporativo, profissional e pessoal.
Exemplos: Produtos da Microsoft, Oracle, SUN, Apple e Symantec, IBM. Shareware: podem ou não ser pagos. Tem preço baixo. Você pode experimentar por um período, se gostar pode ou não adquirir. Na maior parte dos casos a continuidade de uso
Introdução à Informática Pág.: 41 exige a compra. Exemplos: WinZip e Paint Shop Pro. Freeware: são gratuitos. Exemplos: Linux e seus aplicativos.
6. Classificação do software em relação ao código
Em relação ao código, o Software é classificado como:
Plataforma aberta Plataforma fechada
O Software de plataforma aberta permite que o usuário (especializado) possa alterar o código fonte ou mesmo o programa objeto, mudar a programação, enfim, realizar as alterações que julgarem necessárias. O exemplo mais conhecido deste tipo de software é o sistema operacional Linux e seus aplicativos.
O Software de plataforma fechada, não permite alterações em seu código. São proprietários. Exemplos: Windows e MAC OS X.
A decisão de tornar um Software aberto ou fechado depende da empresa que o comercializa, e de sua política na comercialização de seus produtos.
6.1 Linux, freeware e plataforma aberta
Historicamente, nenhuma empresa de Informática conseguiu se “manter no topo” por mais de duas décadas. IBM, DEC, HP, subiram e desceram.
Hoje a Microsoft está no topo. Não quer descer de lá nos próximos 50 anos, mudando a história, principalmente enquanto o microcomputador for o centro das atenções.
Paranóia da Microsoft: “Em qualquer lugar do mundo pode nascer um garoto que desenvolva um software que consiga derrubar a Microsoft”. Para alguns, este “garoto” já nasceu. Linus Torvalds – filandês idealizador do Linux.
Linus Torvalds No início da década de 90, na Universidade de Helsinque, decidiu escrever o seu próprio
Sistema Operacional, pois segundo ele, não gostava do DOS. Batizou o programa de Linux, uma junção de Linus e Unix.
Mas teve uma outra idéia. Colocou o programa na Internet e pediu ajuda para voluntários. Surgiram mais de 100.0 pessoas interessadas em ajudá-lo.
Teve outra grande idéia. Decidiu que o sistema operacional seria gratuito. Surgiram centenas de empresas querendo representá-lo. O Software seria de graça, mas a gente cobra o serviço.
Para irritar a Microsoft, descreveu dois cenários:
“No primeiro, daqui a quatro anos, Linux dominará as aplicações científicas e técnicas e se tornará o sistema operacional preferido para servidores de Web e estações de trabalho. Pelas suas vantagens de custo e performance, tornar-se-á o sistema padrão para computadores desktop.” “O segundo cenário é bem mais dramático. Com o número de usuários de Linux crescendo, a Microsoft e outros desenvolvedores de software admitem a ascensão nesse mercado e começam a escrever programas para ele. Logo a completa vantagem no preço e da performance de Linux moveram o sistema para o mercado de desktops.”
Em quem você apostaria? Na toda poderosa Microsoft de Bill Gates, dona do mercado de Sistemas Operacionais, ou no garoto finlandês, Linus, o inventor do Linux?
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7. Vírus
Muitas vezes ouvimos falar que o computador de alguém pegou um Vírus.
7.1 Mas o que é vírus de computador?
Vírus de computador é um software projetado e escrito para fazer alterações em seu computador, sem permissão e sem que você saiba. Trata-se de um código de programa que invade um de seus arquivos executáveis e se espalha para todos os outros.
O computador não cria vírus espontaneamente. O vírus pode causar danos aos programas que altera, comprometendo a operação do sistema e seus arquivos armazenados em disco.
7.2 Contaminação
O vírus espalha-se pelo computador a partir do momento em que a máquina executa um programa contaminado. Isso pode ocorrer por meio de download de programas, através do e-mail, arquivos anexados ou mesmo através de disquetes infectados. Os vírus de computador podem ficar escondidos dentro do computador por um determinado período, enquanto contaminam outros programas e até mesmo outras máquinas. O momento de início da transmissão do vírus varia bastante, pode ser uma data comemorativa, um comando ou uma situação específica, como a centésima inicialização do computador.
7.3 Sintomas
Os sintomas são dos mais variados possíveis, podem ser o desaparecimento de arquivos, travamento da máquina, lentidão na execução de programas, o carregamento desenfreado de páginas da Internet, entre outros.
7.4 Prevenção
A melhor maneira é manter sempre atualizado seu programa antivírus. Esta atualização deve ser no mínimo semanal. Mas vale lembrar que surgem a cada dia pelo menos dez novas versões e os programas só são capazes de detectar os vírus já conhecidos.
Evite a utilização de disquetes sem antes verificar se o mesmo está infectado. Cuidado com os arquivos que recebe por e-mail ou que faz download.
Tenha sempre uma cópia das informações mais importantes (backup), pois mesmo atualizados, os antivírus não são garantia total de segurança.
7.5 Aquisição de anti-vírus
Você pode comprar o seu software em lojas ou pela Internet, nos sites de fabricantes.
Geralmente, estes programas conseguem atualizar-se automaticamente, basta você conectar-se à Internet.
Sites: w.norton.com, w.mcafee.com
Se você não quiser comprar o programa, há softwares disponíveis gratuitamente na Internet. No entanto, eles exigem maior atenção, pois você deve sempre fazer o download das atualizações.

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